Depois que passa

23/02/2010

Ingênuos aqueles que insistem em dizer que está tudo ótimo e que nada mudou. Às vezes, tentamos enganar o coração para não termos longe dos olhos o que queremos ver sempre por perto.

Aí depois que passa, muitas vezes, você percebe que o desgaste de ambos foi em vão.

Não é impossível manter uma amizade logo após um fim; acontece. Mas que é difícil, isso épra caralho!

É sempre bom dar tempo ao tempo e à nós também! Mas sem exageros…

 

Bolinho

19/02/2010

Eu nunca tive dificuldade para cozinhar. Se existisse uma razão clara para isso, com certeza, não seria herança genética ou o meu sexo biológico.

Porém, entretanto, contudo, todavia… – por favor, digam em coro, mesmo que sejam apenas 2 ou 3 pessoas: Nada é perfeito!
Diante dessa “verdade”, certamente eu deveria ter alguma deficiência como pseudo mestre cuca, e eu tenho. Sou um completo desastre para fazer doces, talvez porque não goste muito. Prefiro tudo que é salgado, dos pratos às porcarias.

Pois bem. Antes de ontem me pus diante desse inimigo e firmemente parti para a guerra. Fui tentar fazer o trivial: um bolo fofo de chocolate.

Parece simples, né? Mas esse “senhor”, num passado médio distante, já me fez passar vergonha. Depois de cerca de 50 minutos no forno, nasceu um lindo e preto… Hummmm. Não era um bolo! Estava mais para um pudim com “um toque” de ovo. Sim, dava pra sentir o gosto de ovo. Nem adiantou minha tia tentar me consolar falando que não estava mau enquanto dava tapinhas nas minhas costas. Minha língua sabe distinguir sabores quase tão bem quanto meu olfato, os cheiros. Não querendo ser fresco, meu bolo-pudim também não estava nem um pouco apresentável, ou seja: fracasso total. Por isso que disse acima, ter partido para a guerra. Talvez fosse melhor ter dito: ir para uma terapia, já que a intenção era curar um trauma e não gerar outro. Por outro lado, estava fortemente armado com a batedeira da minha mãe, uma receita bem escrita e todos os ingredientes prontamente postos à mesa!

Comecei colocando a margarina, os ovos e fui batendo. Primeiro “susto”: por que tá granulando? Será que é só porque a margarina estava gelada? Ou eu mal tinha começado e já havia feito algo errado? Continuei e acrescentei o leite… (permaneci insatisfeito; o que via, em nada lembrava aquela massa cremosa dos bolos da minha infância). Enfim. Depois foi a vez do pó lá e do fermento já dissolvido num restinho de leite. A coisa parecia estar melhorando. Untei a forma, aqueci o forno e depois de 45 minutos, voilà, meu primeiro bolo comestível. Continua pouco apresentável, por isso não fotografei. Quem sabe da próxima, né?

Acho que esse final de semana farei algo mais próximo ao meu humor, quem sabe uma torta de limão…

Entre amigos

17/02/2010

As coisas acontecem.

– Algumas pessoas evitam entrar em confusões, mas por mais que tentem a “confusão” persegue.
– Algumas pessoas tentam ser compreensivas, mas outras gostam de testar esses níveis de tolerância.
– Algumas pessoas tentam sempre mudar para melhor, outras parecem ter a missão de atrapalhar.

Eu tenho carma nas três.
Sempre sabemos das fofocas por acidente; muitas vezes, se der, dispensamos que os comentários sejam feitos na nossa frente. Tudo isso porque fazemos projeções de como as coisas podem acabar mal. O famoso “me disseram” é um veneno.

A terceira coisa aí não sei como se aplica a vocês… Mas a do meio tem sido particularmente complicada esses dias.

Quando era criança imaginava que amizade era meus ‘coleguinhas’ irem brincar lá em casa. Depois a concepção de amizade mudou e passou a ser ter alguém a quem se pudesse contar tudo, que sempre iria te entender, te ajudar em todos os momentos e vice-versa. Tipo um anjo da guarda.
Hoje, sinceramente, não sei o que é ser amigo de verdade ou não. As coisas se dão tão rapidamente e parecem ser tão fortes e firmes, mas no final das contas são tão frágeis e fáceis de se romperem…
Sei que tenho pessoas com quem posso contar, mas não sei se poderei “sempre”.

Não tenho mais essa visão romântica e idealista de amizade da época de adolescente. Há muito “sei” que amigos não foram feitos apenas como free divãs particulares e full-time. Mesmo assim, a sensação permanece.

Aquela velha conhecida consideração, de tão velha, parece ter sido esquecida. Parece, também, que não existem mais laços reais.

Esse mundo anda tão louco!

Cagando e andando pro mundo?

mute-dão

14/02/2010

Sábado de carnaval, sozinho em casa e sem muita coisa pra fazer. Melhor dizendo, sem muita coisa que quero ou gostaria de fazer.

Meu dia de hoje poderia ter diversos títulos, inclusive vários ditados populares…

1) Bom dia, nuvem do dia.
Que gay, eu sei. Amanheceu assim: fresquinho. O famoso meio-termo. Nem muito ao céu, nem muito ao inferno; nem 8, nem 80. E chega. Já deu pra entender.
Fiquei morgando na cama, contando as elevações de tinta no teto do meu quarto, o que requer muita atenção e uma visão minimamente razoável – o que eu, na minha dificuldade de ver a distância, não possuo mais; é a idade.

2) Antes só do que mal acompanhado.
Sei que muita gente não gosta de fazer nada sozinho, eu também não. Mas em certas ocasiões, pessoas são extremamente cansativas. Fazia tempo que estar perto de terceiros não me dava alergia.

3) Os últimos serão os primeiros em: Um viva ao falso moralismo.
Pergunto-me, sempre que essa frase vem a minha cabeça, se o inverso também seria válido, ou seja, se os primeiros serão os últimos. Pela lógica… Enfim.
O ditado (parábola, provérbio, ou seja lá o que for isso…) é apenas para ilustrar como furar a fila do cinema a partir do convite de funcionários pode despertar o “ódio mortal” de todos que estão esperando para comprar ingresso há 5, 10, 15 ou 20 minutos (meu caso). Obs.: meu caso só no tocante a espera, a “furada especial” não me abalou emocionalmente, continuando…
Estava eu lá, na minha pose blasé, ignorando o resto dos mortais a minha volta – mais próximos do que eu gostaria – quando não mais que de repente uma moça bonitinha (não se aplica aqui à idéia de que bonitinho é um feio arrumado pois a moça estava de farda e tá pra nascer farda bonita) chama o senhor que estava na minha frente para ser atendido.
Posição do indivíduo na fila: 20 atrás do primeiro, mais de 50 a frente do último.
Enquanto tentava abstrair a inutilidade da ação e reações adversas, foi inevitável o pensamento – claro, eu tenho que refletir até sobre o ridículo do cotidiano: Tanta confusão porque uma pessoa passou na frente. Ok. Não é legal, fato. Mas xingar? Gastar 5 minutos falando mal? Que desperdício de energia. Quanto falso moralismo. Todo “cristão” já deu uma furadinha, já jogou lixinho na rua, já esqueceu de dar descarga e outras gafes relativas à ética do convívio social ou simplesmente a boa e velha educação. Moral da história? Bem… Paciência nunca é demais. Quem se estressa tem trabalho em dobro. Pessoas fazem em um copo d’água uma tempestade, e da tempestade apenas uma ameaça de garoa numa manhã de domingo. A dúvida se o primeiro foi ou será o último continua sem resposta, não cacei o moço para saber sua posição after consumo do ticket.

4) Mas vale um pássaro na mão do que dois voando.
Isso é referente ao filme que assisti. Percy no cinema é quase tão ruim quanto Crepúsculo. Eu estava tão satisfeita só com o divertido livro do Rick. Mas lá fui eu me arrepender.

5) …
Enquanto escrevo, penso em um ditado que se encaixe. Mas acho que não vou achar.
Depois de apreciar a cidade vazia e concentrada – as pessoas não estão espalhadas, parecem um “foco” -, cheguei em casa e a maledita sensação que foi um dos fatores impulsionadores desse blog estava aqui novamente. Um vazio, uma falta de sentido, uma inércia. Sei que, em parte, é insatisfação comigo mesmo, porém não consigo identificar de onde esta desgramada tão pesada está vindo.
Desejo de massagem nas costas.
Vontade de sorvete de flocos ou tapioca – inédito.
Quero um sapato com asas.

Whisper

12/02/2010

Hoje, resolvi ver o vídeo de uma música que sempre gostei, mesmo achando a versão original bastante brega. De qualquer forma, quando a ouvi durante a tarde, um trecho foi especialmente tocante:

To the heart and mind
Ignorance is kind!

Que resumo para as diversas situações que já vivi!