Tinta borrada…

20/03/2010

Sempre achei que os choros mais doloridos são os que você sufoca todos os sons e aqueles que doem tão dentro de você que te dão vontade de vomitar. Claro que ambos podem se encontrar ou se isolar.

Isolar!

Cara, definitivamente essa tem sido a minha palavra. Não sei até que ponto EU tenho me isolado, já que vez ou outra o telefone dos meus “amigos” toca com o meu número, ou sua caixa de e-mails recebe um “abraço” e um “como vai”… Ou se foram eles que se isolaram de mim… De qualquer maneira, talvez, esse seja o menor dos meus problemas. Com ou sem eles eu estaria da mesma maneira… Tão aos pedaços… E é tão inútil porque na realidade a resposta pra esse agora não vai estar num blog. Tudo bem que a princípio era esta a intenção: redescobrir-me, recomeçar, ultrapassar alguma barreira inconsciente, vai saber?! Ter uma resposta.

Sempre disse e ouvi dizer que brincadeiras guardam um fundo de verdade. E é sempre bom conhecê-la, certo? Mas e depois que a gente descobre a verdade sobre a nossa vida, a gente faz o quê?

Ao longo dos anos fui sabendo de coisas que simplesmente nunca foram “reais”, mas tinham sido transmitidas como tal.

Em instantes como os últimos 40 minutos, eu choro e nem assim descanso. Julgo-me por achar que eu não deveria me sentir assim, estou num quarto só meu, com televisão, DVD, PC, ar, cama, lençóis e travesseiros, filmes, livros, câmeras fotográficas, roupas, sapatos, CD’s, violões e outros instrumentos… E há amor. E amo.

Mas por que então?
Será que esse fator sempre terá tanto peso?

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imagem: http://speedking.deviantart.com/art/Mother-3-Lucas-72342992

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Sessão da tarde

10/03/2010

Acho que quase todo mundo que nasceu na década de 80, assistia e adorava os filmes da sessão da tarde. Devo dizer que, até hoje, eles estão entre os meus preferidos.

Pra mim, eram a companhia perfeita. Passava a tarde só, já que minha aula era pela manhã e minha mãe trabalhava até as 17h. Então, eu comia, a empregada limpava tudo e ia embora, e eu me deitava numa redinha com um pacote de bolacha recheada de chocolate e um copão de coca-cola ou água pra esperar o filme.

Desse jeito bem caseiro, eu assisti: Curtindo a vida adoidado, Garotos perdidos, O clube dos cinco, Mulher nota 1.000, Os goonies,  A garota de rosa shocking e tantos outros…

Alguns dos meus queridinhos continuaram seu caminho no mundo do cinema e podem ser vistos atualmente tanto na telona como nas séries. Mas, depois de mais uma perda dentro desse círculo específico de atores, fiquei “meio assim”. Daí deu vontade de nadar na nostalgia…

Por favor, se vocês souberem o nome de filmes dessa época me falem, vai que ainda não conheço, né?!

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Homenagem a John Hughes no Oscar >> http://g1.globo.com/Sites/Especiais/Noticias/0,,MUL1519566-16306,00.html;
E, hoje, morreu o “amigão” Corey Haim >> http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL1523269-7086,00-MORRE+COREY+HAIM+ATOR+DE+OS+GAROTOS+PERDIDOS.html
Antes e depois >> http://ego.globo.com/Gente/Fotos/0,,GF68971-9801,00-VEJA+OS+GOONIES+ANTES+E+DEPOIS.html#fotogaleria=1

Remind me of you

02/03/2010

Sempre quero escrever algo, mas penso demais e desisto. Não por achar extremamente bobo, ou pelo menos não só por isso, é que às vezes bate uma preguiça…

Hoje fui para o meu destino ao som de uma mulher extraordinariamente abençoada: talentosa, com uma voz maravilhosa e ainda por cima belíssima. Eis a música que fez meu coração balançar suas asas.

A cigarette that bares a lipstick’s traces
An airline ticket to romantic places
Still my heart has wings
These foolish things remind me of you.
A tinkling piano in the next apartment
Those stumblin’words
That told you what my heart meant
A fair ground painted swings
These foolish things remind me of you.

You came, you saw, you conquered me
When you did that to me
I knew somehow this had to be
The winds of march that made my heart a dancer
A telephone that rings but who’s to answer
Oh, how the ghost of you clings
These foolish things remind me of you

(http://vagalume.uol.com.br/billie-holiday/these-foolish-things.html)