50/50 em outro dia

08/04/2010

Tem 3 dias que isso não sai da minha cabeça.

Fiz um cálculo muito simples de quantos planos eu deixei pra trás (totalmente incompletos ou pela metade). O resultado não foi muito animador. Apesar de ter vivido momentos realmente inesquecíveis, ter realizados alguns sonhos e tudo mais, a quantidade de coisas que simplesmente quis fazer e deixei pra lá é enorme.

A princípio levantei duas hipóteses: 1) ou eu desejo muito e não há tempo para fazer tudo; 2) ou estou deixando tudo para amanhã. Claro que há a alternativa do meio termo entre essas opções.

Simplificando a matemática, quando se quer fazer algo só se tem 2 respostas consequentes: sim ou não. Diante das minhas possibilidades (1 e 2), tentei entender por que os meus 50% estão sempre pendendo pro não.

Será que sempre esperamos que uma notícia trágica nos surpreenda pra podermos, finalmente, corrermos os “riscos” que a vida nos apresenta como condição para a felicidade? Como no filme “As férias da minha vida“, quando: Georgia Byrd (Queen Latifah), uma mulher bastante tímida, após ser diagnosticada como portadora de uma doença terminal, decide mudar radicalmente de vida, ir para a Europa e curtir ao máximo o período que ainda lhe resta de vida. (http://www.adorocinema.com/filmes/ferias-da-minha-vida)

Bem… Eu ainda quero surfar em Bora-Bora, morar numa ilha por um tempo, trabalhar com crianças na África, fotografar o mundo, casar e ter minha própria e ‘verdadeira’ família, ver os Jogos Olímpicos (inclusive os de inverno) e espero que o mundo não acabe em 2012 ou nos próximos 50 anos.

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2 Respostas to “50/50 em outro dia”

  1. Ana Carolina said

    A vida não é exatamente como sonhamos. Não há algo mais clichê, trivial e verdadeiro como essa contestação…
    Mas acontecem muitas coisas boas que muitas vezes nunca imaginamos. E é isso o que mais gosto de saber…

    Tenho grandes sonhos e desses sei que não vou abandonar…
    farei de tudo para realizar…
    Mas é preciso abandonar aqueles sonhos que não mais encaixam em nossas vidas…Assim como jogamos fora alguns pensamentos, algumas ideias ou até mesmo aquela peça de roupa que não nos cabe mais. Sabe aquela famosa “faxina da alma”? Entao, nessa faxina aí também se vão os sonhos antigos, velhos, enferrujados… Muitas vezes depois da tal faxina, podemos sentir aquele vazio… sentir que as “estantes” estão vazias… mas depois o “novo” sempre vem… se esvaziar para depois ser inteiro… acho isso importante…

    • Script said

      Sim, mas falava de coisas um pouco ‘menores’; apenas de vontades, como, por exemplo, acordar mais cedo um dia apenas pra ver o sol nascer e não se deixar abater por irrelevâncias como a preguiça.

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