constatações (?)

30/06/2010

Você já percebeu que: a relevância de um assunto, classificado como mais ou menos importante, quase sempre (ou sempre) parte de um pressuposto baseado na dificuldade de discuti-lo, conhecê-lo e, em menor escala, na quantidade de pessoas que se interessam pelo mesmo?

Por ex: tomemos como hipoteticamente correto os dados a seguir: por ordem crescente os assuntos mais discutidos; em ordem decrescente os considerados mais importantes…

1) NOVELA

2) FUTEBOL

3) VIDA ALHEIA

4) PROBLEMAS SOCIAIS: SAÚDE, ESCOLA, MORADIA, SALÁRIO.

5) ENSINO

6) POLÍTICA

Classificando de acordo com a constatação, discutir novela seria a maior besteira do mundo, não leva ninguém a nada, mas quase todo mundo faz isso. Numa escala de 0 à 10, pelo menos 2 pessoas estariam falando sobre novela, a menos que tenha algum ‘louco’ falando sozinho… – risos. Novela é também um dos assuntos mais fáceis de se opinar se não sairmos do senso comum, claro. Afinal, discutir novela não deixa de ser um ‘falar da vida alheia’ – teoricamente mais vazio; pois a vida “nem existe”, é “ficcional”. Seria praticamente o que responderam num questionário sobre “o que é filosofia”… Alguém respondeu assim: “filosofia é ‘o nada que fala sobre porra nenhuma’”; isso só poderia ser tomando como uma sentença válida se fosse aplicado aos analíticos que, GROSSEIRAMENTE, pensam não ser tarefa da filosofia se preocupar com o mundo e que só o importa a lógica de suas proposições linguisticas, ou seja, fale qualquer merda se, ao final, a+b=c, não interessa, isso é válido e a verdade e o mundo que se fodam!

Anúncios

o nada circulando

24/06/2010

Sabe quando você tem vontade de postar, mas não sabe bem o quê? É isso que to fazendo agora. Talvez eu delete tudo e fique por isso mesmo, ou talvez não.

Uma das minhas intenções, além das expostas no post anterior, ao criar esse meu espaço, era pensar e escrever – sem filtros [!] – sobre coisas cotidianas que são, muitas vezes, mascaradas. Fato, a vida fica menos feia quando maquiada, quando usa disfarce, quando mente, quando se utiliza de artifícios como eufemismos, frutos de uma “auto-piedade” que nem sempre serve pra alguma coisa.

Mas aí, até agora, não fiz isso. Fiquei na mesmice de postar uma música que goste, de comentar o dia dos namorados, de chorar minhas pitangas para desconhecidos que dificilmente visitam o pobre do meu blog (prefiro não fazer uma média de quantas pessoas entram aqui, iria abalar meu ego, uma vez que não faço parte da galera que acha que sucesso é sinônimo de merda).

Então… Estou pensando: qual conversa irei transcrever… Já sei!

Outro dia estava resolvendo uns problemas e não sei bem como o assunto surgiu, mas eu disse: “Eu não to nem aí aonde as pessoas vão trepar, se em casa, dentro do carro ou na rua. Pra mim, não tem nada de feio nisso, afinal, é uma troca de carinho… Pensando melhor – risos – é no mínimo uma troca de prazer, em teoria, pelo menos para uma das partes. Tem tanta gente que sai por aí berrando meio mundo de impropérios, batendo no filho no meio da rua, reparando na vida alheia… Vem o cara e me assalta no sinal e fica por isso mesmo… Eu não vejo ninguém ofendido com ‘coisa feia de verdade’, mas quando o negócio tá bom, quando alguém ta no ‘vuco-vuco’, no rala-a-bundinha’, nego quer implicar?  Os valores estão ‘definitivamente’ invertidos.”

Esse não é um texto bonito. Não é uma construção agradável, não. Fui reler e tá uma merda. Juro que acho que escrevo melhor que isso. Talvez hoje só não esteja de fato inspirada; e inspiração é que nem fogo pra comida, sem, fica tudo cru!

É isso aê meu povo, nada mais para escrever agora. Vou curtir a reprise do jogo da Alemanha, e reler um livro de infância, mas precisamente, da minha 4ª série. Depois, qualquer coisa, comento sobre ele.

Abraços pra algum “um” que me lê!

esse blog e eu

23/06/2010

Quando era criança, lá pelos 10 anos, descobri o prazer de escrever. Percebi como redigir textos me dava prazer ao mesmo tempo em que me aliviava. Foi pensando em retirar ou diminuir certos pesos que criei esse espaço; inconscientemente, talvez, motivado por essa sensação de paz que juntar letras me proporciona.

Queria verificar se, com as novidades e mentiras-verdades que me cercaram no começo do ano, eu era eu, se esse eu construído ao longo dos anos ainda seria válido; por isso o road, o map – com e sem of – e o me. Não pensei essa ‘validade’ em termos de gosto, caráter ou capacidade; a visão que tinha de mim fora abalada, mas eu não achei, nem por um minuto, que iria dar um giro de 180º e inverter meus valores. Pensei essa validade de forma ainda mais subjetiva: seria um indvíduo construído com mentiras que influenciaram de fato sua formação, “verdadeiro”? Eu “existo”, sou “concreto”, mas sou de “verdade”? De certa forma, pensando apenas racionalmente, talvez – não posso afirmar – fosse possível desconstruir esse pensamento, mas emocionalmente é extremamente complicado, pelo menos tem sido pra mim. Às vezes me pego pensando: “olha, não é mais assim – você de fato não pertence”…

Fazer o quê? Inclino o lábio um pouco pro lado, num quase sorriso amarelo, e com o olhar diferente para não dizer com mais um ponto de desesperança.

pensamento do dia

22/06/2010

Bom mesmo é de limão pra realçar o amargo.

A situação é: você namora, está apaixonado, há maturidade suficiente para manter um relacionamento e, por isso e por outras coisas, este é tranquilo na maior parte do tempo. Até aí ok.

Vez ou outra, acontece aquele pequeno atrito, chatinho e bobinho. Você, então, pensa: “não vou ficar emburrado por uma besteira dessas.” Até pensa, mas não age; fica lá, calado, querendo dizer: “Ah, deixa isso pra lá, não aconteceu nada mesmo”. Mas nãooooooooooo, não! Você tem que bancar o babaca marrento e orgulhoso e continua calado. Vai tomar um banho, examina mais uma vez a “situação” e constata a mesma coisa: não houve nada!

Enfim, essa atitude imbecil, muitas vezes, apodera-se do meu corpo. Felizmente, passado um pouco desse orgulho besta, estando errado ou não, sendo ela a primeira a falar ou não, eu rumino entre dentes um balbuceio: “desculpa qualquer coisa.” Feito isso, parece que todas as palavras passam a sair naturalmente, e tudo aquilo que estava na minha cabeça, o ideal do relacionamento, torna-se presente… . O outro felizmente desse parágrafo, é que essa frescura de rabo não desgasta, não entristece, não chateia de fato, não toma grandes proporções… 

Talvez, no final das contas, essa bobagem toda sirva apenas para fazer um bom de um dengo.

ps: (…) Mas que querer, racionalmente, ter determinadas atitudes e não tomá-las por frescuras emocionais é uma puta falta de sacanagem, ah, isso é!

copa do inferno

20/06/2010

Olha, eu até aceito essa loucura que está a copa – depois de respirar muito, claro! Espanha perdeu, Alemanha perdeu, Inglaterra empatou com a Argélia, enfim, nada previsível e/ou esperado. Mas como disse, até aí tudo bem. Mas putquelospares, que juizinho vagabundo foi esse do jogo do Brasil? Descobri, no segundo tempo do jogo, que o infeliz é francês e atende pelo nome de Stéphane Lannoy, eu posso?

Dez “mini-voadoras” e o jogador expulso é o Kaká?  Enfim, passou…

obs: os piores momentos da copa, até agora, tem sempre um francês pelo meio…. ¬¬

imMediaAto

19/06/2010

O pensamento flui em direções colaterais sobrepostas em constante atrito. Menos de 10ºC, blusa de lã preta ou marrom, algo confortável, algo que dê para esfregar o rosto e se sentir em paz. Se “fareja” no ar gelado uma fragrância amadeirada, com notas de cidra, pimenta negra e folhas de violeta. É uma viagem sensorial magnífica através de poros epiteliais.

.

com a maré

17/06/2010

Fazendo uma breve análise dos meus anos, constatei uma analogia: funciono como um barco sem vela em alguns momentos… As coisas precisam acontecer e acontecem com o tempo, e, nessa necessidade, entre protestos e ações protelatórias, cumpro o caminho. Poeticamente, poderia dizer que: sempre que chega a minha hora de ser onda, eu beijo a areia e depois volto para o mar. Sinto todo o rebuliço de (formar) estar na superfície marinha: os dias, as noites, as altas temperaturas e o frio que me congela.

Apesar das linhas imaginárias que estabelecem fronteiras invisíveis, eu chego sempre aonde quero chegar, apesar… Apesar!

Que fique claro, a maré não dita meu caminho, ela simplesmente me move…

doces

12/06/2010

Quem não fala de amor no dia dos casais? Poucos e poucas. Até mamãe ganhou presente… Presente da vizinha. O motivo não sei, não especulei, e também não me interessa.

Pra falar de amor, hoje, poderia pensar em doces. Porque é de doces que você gosta mais, e é doce o sabor que você deu a minha vida. É doce, porque dizem que a sobremesa é sempre a melhor parte de uma refeição…

Minha vida é minha dieta e você me estraga o tempo inteiro, fazer o que, é o mais saboroso também.

 

Meus olhos te viram triste
Olhando pro infinito
Tentando ouvir o som do próprio grito
E o louco que ainda me resta
Só quis te levar pra festa
Você me amou de um jeito tão aflito

Que eu queria poder te dizer sem palavras
Eu queria poder te cantar sem canções
Eu queria viver morrendo em sua teia
Seu sangue correndo em minha veia
Seu cheiro morando em meus pulmões
Cada dia que passo sem sua presença
Sou um presidiário cumprindo sentença
Sou um velho diário perdido na areia
Esperando que você me leia
Sou pista vazia esperando aviões

Sou o lamento no canto da sereia
Esperando o naufrágio das embarcações

com pipoca!

07/06/2010

O tempo passa e tanta coisa muda. Não, não há nenhuma novidade nessa frase. Mas, mesmo assim, continua tão interessante observar isso na sua própria vida.

Lembro do meu ano novo de 96-97, lembro do meu ano de 99, lembro onde estava na copa de 94 e o que fiz quando aquela bola foi “embora”, lembro de tantas coisas. Queria um sistema como aquele do filme Minority Report, fazer um download das minhas memórias e tê-las em DVD.

Seria muito legal…