Oi,

E aí, zero leitores, como vão? Espero que menos estressados do que eu.

Olha, a sobrecarga do dia a dia é realmente algo que complica a vida de alguém que não deseja ser meramente medíocre. São tantas coisas que abrimos mão… E como é que saberemos se valeu apena se ainda não chegamos lá?

Indo direto ao ponto, o problema é que chega um dia ou outro que você realmente fica chateada, sabe? Quando você vê seus amigos como se estes não fossem mais seus amigos, e tudo porque você realmente não tem mais tempo. É uma via de mão dupla, eu sei: eles não te procuram, e você não os procura. E assim os dias vão indo. Não vale a pena procurar ou apontar culpas. Não interessa quem se afastou, quantas vezes você correu atrás, ou tentou se fazer presente. O que fode é o maldito crocodilo não é Peter?

Às vezes o problema não vem ao meio-dia da sua vida, vem à meia-noite, pra você ver…, Sabino.

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Sabe o que acho incrível nesse meu blog? Que passo meses sem visitá-lo, mas sempre me surpreende a quantidade de momentos da minha vida que ele agrega em forma de posts. É estranho ver que ele possui meus desesperos mais profundos, os medos, os planos…

Estou numa nova fase. Numa fase de planejamento e mudanças, muitas mudanças. Crescer não é fácil. Tornar-se independente é algo realmente assombroso quando se pensa a respeito. Essa transição, essa penetração num mundo adulto real, quando vivida sem K.Ys é muito foda. O “será que vai dar certo?” não sai da minha cabeça!

É um misto, pois além das inseguranças, há uma alegria baseada em desejos conquistados. Vou escolher o fogão que gostaria de ter, a cor das paredes, a ausência de sofás na sala, a disposição pouco ortodoxa dos móveis… Uma casa minha e não mais apenas meu quarto. Isso é fabuloso! Tanto quanto ganhar a primeira bicicleta, tanto quanto mergulhar no mar pela primeira vez!

#@$@!%*

29/08/2010

Confiança é uma coisa que quando fode de vez…

alguém saberia me dizer quanto tempo posso ficar com a pressão baixa sem ter um treco? Já dura mais de 60 minutos…

editando

eu quase lamento não ser má pessoa… ¬¬

apertado

27/08/2010

É tão esquisito quando uma tristeza vem do nada…

Na balança está tudo bem, há um superávit de coisas boas. Mas as coisas que estão me incomodando, incomoda muito a gente (= eu!).

pedido do dia…

06/07/2010

Se eu pudesse, desejaria que acalmassem meu coração.

ai!

06/07/2010

Sabe a “receitinha” de que: quando você tem uma dor pra ela passar é só provocar uma pior em outro lugar?!
Pois é,  serve pra tudo!

esse blog e eu

23/06/2010

Quando era criança, lá pelos 10 anos, descobri o prazer de escrever. Percebi como redigir textos me dava prazer ao mesmo tempo em que me aliviava. Foi pensando em retirar ou diminuir certos pesos que criei esse espaço; inconscientemente, talvez, motivado por essa sensação de paz que juntar letras me proporciona.

Queria verificar se, com as novidades e mentiras-verdades que me cercaram no começo do ano, eu era eu, se esse eu construído ao longo dos anos ainda seria válido; por isso o road, o map – com e sem of – e o me. Não pensei essa ‘validade’ em termos de gosto, caráter ou capacidade; a visão que tinha de mim fora abalada, mas eu não achei, nem por um minuto, que iria dar um giro de 180º e inverter meus valores. Pensei essa validade de forma ainda mais subjetiva: seria um indvíduo construído com mentiras que influenciaram de fato sua formação, “verdadeiro”? Eu “existo”, sou “concreto”, mas sou de “verdade”? De certa forma, pensando apenas racionalmente, talvez – não posso afirmar – fosse possível desconstruir esse pensamento, mas emocionalmente é extremamente complicado, pelo menos tem sido pra mim. Às vezes me pego pensando: “olha, não é mais assim – você de fato não pertence”…

Fazer o quê? Inclino o lábio um pouco pro lado, num quase sorriso amarelo, e com o olhar diferente para não dizer com mais um ponto de desesperança.