Sabe o que acho incrível nesse meu blog? Que passo meses sem visitá-lo, mas sempre me surpreende a quantidade de momentos da minha vida que ele agrega em forma de posts. É estranho ver que ele possui meus desesperos mais profundos, os medos, os planos…

Estou numa nova fase. Numa fase de planejamento e mudanças, muitas mudanças. Crescer não é fácil. Tornar-se independente é algo realmente assombroso quando se pensa a respeito. Essa transição, essa penetração num mundo adulto real, quando vivida sem K.Ys é muito foda. O “será que vai dar certo?” não sai da minha cabeça!

É um misto, pois além das inseguranças, há uma alegria baseada em desejos conquistados. Vou escolher o fogão que gostaria de ter, a cor das paredes, a ausência de sofás na sala, a disposição pouco ortodoxa dos móveis… Uma casa minha e não mais apenas meu quarto. Isso é fabuloso! Tanto quanto ganhar a primeira bicicleta, tanto quanto mergulhar no mar pela primeira vez!

50/50 em outro dia

08/04/2010

Tem 3 dias que isso não sai da minha cabeça.

Fiz um cálculo muito simples de quantos planos eu deixei pra trás (totalmente incompletos ou pela metade). O resultado não foi muito animador. Apesar de ter vivido momentos realmente inesquecíveis, ter realizados alguns sonhos e tudo mais, a quantidade de coisas que simplesmente quis fazer e deixei pra lá é enorme.

A princípio levantei duas hipóteses: 1) ou eu desejo muito e não há tempo para fazer tudo; 2) ou estou deixando tudo para amanhã. Claro que há a alternativa do meio termo entre essas opções.

Simplificando a matemática, quando se quer fazer algo só se tem 2 respostas consequentes: sim ou não. Diante das minhas possibilidades (1 e 2), tentei entender por que os meus 50% estão sempre pendendo pro não.

Será que sempre esperamos que uma notícia trágica nos surpreenda pra podermos, finalmente, corrermos os “riscos” que a vida nos apresenta como condição para a felicidade? Como no filme “As férias da minha vida“, quando: Georgia Byrd (Queen Latifah), uma mulher bastante tímida, após ser diagnosticada como portadora de uma doença terminal, decide mudar radicalmente de vida, ir para a Europa e curtir ao máximo o período que ainda lhe resta de vida. (http://www.adorocinema.com/filmes/ferias-da-minha-vida)

Bem… Eu ainda quero surfar em Bora-Bora, morar numa ilha por um tempo, trabalhar com crianças na África, fotografar o mundo, casar e ter minha própria e ‘verdadeira’ família, ver os Jogos Olímpicos (inclusive os de inverno) e espero que o mundo não acabe em 2012 ou nos próximos 50 anos.

Bolinho

19/02/2010

Eu nunca tive dificuldade para cozinhar. Se existisse uma razão clara para isso, com certeza, não seria herança genética ou o meu sexo biológico.

Porém, entretanto, contudo, todavia… – por favor, digam em coro, mesmo que sejam apenas 2 ou 3 pessoas: Nada é perfeito!
Diante dessa “verdade”, certamente eu deveria ter alguma deficiência como pseudo mestre cuca, e eu tenho. Sou um completo desastre para fazer doces, talvez porque não goste muito. Prefiro tudo que é salgado, dos pratos às porcarias.

Pois bem. Antes de ontem me pus diante desse inimigo e firmemente parti para a guerra. Fui tentar fazer o trivial: um bolo fofo de chocolate.

Parece simples, né? Mas esse “senhor”, num passado médio distante, já me fez passar vergonha. Depois de cerca de 50 minutos no forno, nasceu um lindo e preto… Hummmm. Não era um bolo! Estava mais para um pudim com “um toque” de ovo. Sim, dava pra sentir o gosto de ovo. Nem adiantou minha tia tentar me consolar falando que não estava mau enquanto dava tapinhas nas minhas costas. Minha língua sabe distinguir sabores quase tão bem quanto meu olfato, os cheiros. Não querendo ser fresco, meu bolo-pudim também não estava nem um pouco apresentável, ou seja: fracasso total. Por isso que disse acima, ter partido para a guerra. Talvez fosse melhor ter dito: ir para uma terapia, já que a intenção era curar um trauma e não gerar outro. Por outro lado, estava fortemente armado com a batedeira da minha mãe, uma receita bem escrita e todos os ingredientes prontamente postos à mesa!

Comecei colocando a margarina, os ovos e fui batendo. Primeiro “susto”: por que tá granulando? Será que é só porque a margarina estava gelada? Ou eu mal tinha começado e já havia feito algo errado? Continuei e acrescentei o leite… (permaneci insatisfeito; o que via, em nada lembrava aquela massa cremosa dos bolos da minha infância). Enfim. Depois foi a vez do pó lá e do fermento já dissolvido num restinho de leite. A coisa parecia estar melhorando. Untei a forma, aqueci o forno e depois de 45 minutos, voilà, meu primeiro bolo comestível. Continua pouco apresentável, por isso não fotografei. Quem sabe da próxima, né?

Acho que esse final de semana farei algo mais próximo ao meu humor, quem sabe uma torta de limão…