Leio pouco! Leia-se: menos do que gostaria de ler!

Escrevo muito! Leia-se: poderia escrever mais!

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esse blog e eu

23/06/2010

Quando era criança, lá pelos 10 anos, descobri o prazer de escrever. Percebi como redigir textos me dava prazer ao mesmo tempo em que me aliviava. Foi pensando em retirar ou diminuir certos pesos que criei esse espaço; inconscientemente, talvez, motivado por essa sensação de paz que juntar letras me proporciona.

Queria verificar se, com as novidades e mentiras-verdades que me cercaram no começo do ano, eu era eu, se esse eu construído ao longo dos anos ainda seria válido; por isso o road, o map – com e sem of – e o me. Não pensei essa ‘validade’ em termos de gosto, caráter ou capacidade; a visão que tinha de mim fora abalada, mas eu não achei, nem por um minuto, que iria dar um giro de 180º e inverter meus valores. Pensei essa validade de forma ainda mais subjetiva: seria um indvíduo construído com mentiras que influenciaram de fato sua formação, “verdadeiro”? Eu “existo”, sou “concreto”, mas sou de “verdade”? De certa forma, pensando apenas racionalmente, talvez – não posso afirmar – fosse possível desconstruir esse pensamento, mas emocionalmente é extremamente complicado, pelo menos tem sido pra mim. Às vezes me pego pensando: “olha, não é mais assim – você de fato não pertence”…

Fazer o quê? Inclino o lábio um pouco pro lado, num quase sorriso amarelo, e com o olhar diferente para não dizer com mais um ponto de desesperança.