Sabe o que acho incrível nesse meu blog? Que passo meses sem visitá-lo, mas sempre me surpreende a quantidade de momentos da minha vida que ele agrega em forma de posts. É estranho ver que ele possui meus desesperos mais profundos, os medos, os planos…

Estou numa nova fase. Numa fase de planejamento e mudanças, muitas mudanças. Crescer não é fácil. Tornar-se independente é algo realmente assombroso quando se pensa a respeito. Essa transição, essa penetração num mundo adulto real, quando vivida sem K.Ys é muito foda. O “será que vai dar certo?” não sai da minha cabeça!

É um misto, pois além das inseguranças, há uma alegria baseada em desejos conquistados. Vou escolher o fogão que gostaria de ter, a cor das paredes, a ausência de sofás na sala, a disposição pouco ortodoxa dos móveis… Uma casa minha e não mais apenas meu quarto. Isso é fabuloso! Tanto quanto ganhar a primeira bicicleta, tanto quanto mergulhar no mar pela primeira vez!

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rasc.

27/05/2011

Tenho pelo menos 10 textos no rascunho desse blog. Fui olhar sobre o que eram e de quando eram, e tive mais um prova de como o tempo passa rápido. O mais recente, de junho do ano passado, já vai completar um ano.

Quanta coisa “mudou”…

Literalmente.

Li novamente os posts do começo do mês 07 (sete), lembrando o meu estado de perdição. Felizmente, por enquanto, os problemas de julho não existem mais. Pensando sobre isso cheguei a conclusão de que o amor é a alegria mais dolorosa da nossa vida!

na trilha da…

06/07/2010

Não gosto de ser casa de tempestades.

Tenho certeza que quando foram desenhar o mapa do meu destino, pensaram: vamos montar uma história de cinema; só lamento a escolha do gênero. É drama, e não é só no sentido de “dificuldades”, mas principalmente no grego: não tenho finais felizes.

Uma das tramas seria mais ou menos assim…

Por que você está tão triste
Com lágrimas nos olhos
Venha ficar comigo agora
Não Continue lendo »

pedido do dia…

06/07/2010

Se eu pudesse, desejaria que acalmassem meu coração.

com a maré

17/06/2010

Fazendo uma breve análise dos meus anos, constatei uma analogia: funciono como um barco sem vela em alguns momentos… As coisas precisam acontecer e acontecem com o tempo, e, nessa necessidade, entre protestos e ações protelatórias, cumpro o caminho. Poeticamente, poderia dizer que: sempre que chega a minha hora de ser onda, eu beijo a areia e depois volto para o mar. Sinto todo o rebuliço de (formar) estar na superfície marinha: os dias, as noites, as altas temperaturas e o frio que me congela.

Apesar das linhas imaginárias que estabelecem fronteiras invisíveis, eu chego sempre aonde quero chegar, apesar… Apesar!

Que fique claro, a maré não dita meu caminho, ela simplesmente me move…

50/50 em outro dia

08/04/2010

Tem 3 dias que isso não sai da minha cabeça.

Fiz um cálculo muito simples de quantos planos eu deixei pra trás (totalmente incompletos ou pela metade). O resultado não foi muito animador. Apesar de ter vivido momentos realmente inesquecíveis, ter realizados alguns sonhos e tudo mais, a quantidade de coisas que simplesmente quis fazer e deixei pra lá é enorme.

A princípio levantei duas hipóteses: 1) ou eu desejo muito e não há tempo para fazer tudo; 2) ou estou deixando tudo para amanhã. Claro que há a alternativa do meio termo entre essas opções.

Simplificando a matemática, quando se quer fazer algo só se tem 2 respostas consequentes: sim ou não. Diante das minhas possibilidades (1 e 2), tentei entender por que os meus 50% estão sempre pendendo pro não.

Será que sempre esperamos que uma notícia trágica nos surpreenda pra podermos, finalmente, corrermos os “riscos” que a vida nos apresenta como condição para a felicidade? Como no filme “As férias da minha vida“, quando: Georgia Byrd (Queen Latifah), uma mulher bastante tímida, após ser diagnosticada como portadora de uma doença terminal, decide mudar radicalmente de vida, ir para a Europa e curtir ao máximo o período que ainda lhe resta de vida. (http://www.adorocinema.com/filmes/ferias-da-minha-vida)

Bem… Eu ainda quero surfar em Bora-Bora, morar numa ilha por um tempo, trabalhar com crianças na África, fotografar o mundo, casar e ter minha própria e ‘verdadeira’ família, ver os Jogos Olímpicos (inclusive os de inverno) e espero que o mundo não acabe em 2012 ou nos próximos 50 anos.

Tinta borrada…

20/03/2010

Sempre achei que os choros mais doloridos são os que você sufoca todos os sons e aqueles que doem tão dentro de você que te dão vontade de vomitar. Claro que ambos podem se encontrar ou se isolar.

Isolar!

Cara, definitivamente essa tem sido a minha palavra. Não sei até que ponto EU tenho me isolado, já que vez ou outra o telefone dos meus “amigos” toca com o meu número, ou sua caixa de e-mails recebe um “abraço” e um “como vai”… Ou se foram eles que se isolaram de mim… De qualquer maneira, talvez, esse seja o menor dos meus problemas. Com ou sem eles eu estaria da mesma maneira… Tão aos pedaços… E é tão inútil porque na realidade a resposta pra esse agora não vai estar num blog. Tudo bem que a princípio era esta a intenção: redescobrir-me, recomeçar, ultrapassar alguma barreira inconsciente, vai saber?! Ter uma resposta.

Sempre disse e ouvi dizer que brincadeiras guardam um fundo de verdade. E é sempre bom conhecê-la, certo? Mas e depois que a gente descobre a verdade sobre a nossa vida, a gente faz o quê?

Ao longo dos anos fui sabendo de coisas que simplesmente nunca foram “reais”, mas tinham sido transmitidas como tal.

Em instantes como os últimos 40 minutos, eu choro e nem assim descanso. Julgo-me por achar que eu não deveria me sentir assim, estou num quarto só meu, com televisão, DVD, PC, ar, cama, lençóis e travesseiros, filmes, livros, câmeras fotográficas, roupas, sapatos, CD’s, violões e outros instrumentos… E há amor. E amo.

Mas por que então?
Será que esse fator sempre terá tanto peso?

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imagem: http://speedking.deviantart.com/art/Mother-3-Lucas-72342992