Oi,

E aí, zero leitores, como vão? Espero que menos estressados do que eu.

Olha, a sobrecarga do dia a dia é realmente algo que complica a vida de alguém que não deseja ser meramente medíocre. São tantas coisas que abrimos mão… E como é que saberemos se valeu apena se ainda não chegamos lá?

Indo direto ao ponto, o problema é que chega um dia ou outro que você realmente fica chateada, sabe? Quando você vê seus amigos como se estes não fossem mais seus amigos, e tudo porque você realmente não tem mais tempo. É uma via de mão dupla, eu sei: eles não te procuram, e você não os procura. E assim os dias vão indo. Não vale a pena procurar ou apontar culpas. Não interessa quem se afastou, quantas vezes você correu atrás, ou tentou se fazer presente. O que fode é o maldito crocodilo não é Peter?

Às vezes o problema não vem ao meio-dia da sua vida, vem à meia-noite, pra você ver…, Sabino.

Sabe o que acho incrível nesse meu blog? Que passo meses sem visitá-lo, mas sempre me surpreende a quantidade de momentos da minha vida que ele agrega em forma de posts. É estranho ver que ele possui meus desesperos mais profundos, os medos, os planos…

Estou numa nova fase. Numa fase de planejamento e mudanças, muitas mudanças. Crescer não é fácil. Tornar-se independente é algo realmente assombroso quando se pensa a respeito. Essa transição, essa penetração num mundo adulto real, quando vivida sem K.Ys é muito foda. O “será que vai dar certo?” não sai da minha cabeça!

É um misto, pois além das inseguranças, há uma alegria baseada em desejos conquistados. Vou escolher o fogão que gostaria de ter, a cor das paredes, a ausência de sofás na sala, a disposição pouco ortodoxa dos móveis… Uma casa minha e não mais apenas meu quarto. Isso é fabuloso! Tanto quanto ganhar a primeira bicicleta, tanto quanto mergulhar no mar pela primeira vez!

Quase psicótico

09/08/2010

O homem não nasceu pra voar. Se tivesse nascido para tal feito, seria ave e não mamífero. Ou…, seríamos como os morcegos.

De fato, não sou alguém que vive em busca de adrenalina, pelo menos não através de aventuras que representem perigo a minha integridade física e/ou psicológica! Nunca andei de montanha-russa. Nem de roda gigante eu gosto! Como poderia, então, sentir-me confortável há 11 mil metros de altitude? Muito simples: n-ã-o me sinto! Eu passo verdadeiramente muito mal: de alteração da pressão a delírios.

Nessas férias, viajei para alguns lugares e foi tudo muito bem obrigado, depois reflito sobre.

Como minha “andança” era longa tive que ir e voltar de avião – mais precisamente de GOL (Grande Ônibus Lotado! Literalmente ônibus e lotado… grande nem tanto!). A ida, apesar do desconforto estomacal devido a minha ansiedade e medo crônico, deu-se tranquilamente. Já a volta…  Continue lendo »

ai!

06/07/2010

Sabe a “receitinha” de que: quando você tem uma dor pra ela passar é só provocar uma pior em outro lugar?!
Pois é,  serve pra tudo!

50/50 em outro dia

08/04/2010

Tem 3 dias que isso não sai da minha cabeça.

Fiz um cálculo muito simples de quantos planos eu deixei pra trás (totalmente incompletos ou pela metade). O resultado não foi muito animador. Apesar de ter vivido momentos realmente inesquecíveis, ter realizados alguns sonhos e tudo mais, a quantidade de coisas que simplesmente quis fazer e deixei pra lá é enorme.

A princípio levantei duas hipóteses: 1) ou eu desejo muito e não há tempo para fazer tudo; 2) ou estou deixando tudo para amanhã. Claro que há a alternativa do meio termo entre essas opções.

Simplificando a matemática, quando se quer fazer algo só se tem 2 respostas consequentes: sim ou não. Diante das minhas possibilidades (1 e 2), tentei entender por que os meus 50% estão sempre pendendo pro não.

Será que sempre esperamos que uma notícia trágica nos surpreenda pra podermos, finalmente, corrermos os “riscos” que a vida nos apresenta como condição para a felicidade? Como no filme “As férias da minha vida“, quando: Georgia Byrd (Queen Latifah), uma mulher bastante tímida, após ser diagnosticada como portadora de uma doença terminal, decide mudar radicalmente de vida, ir para a Europa e curtir ao máximo o período que ainda lhe resta de vida. (http://www.adorocinema.com/filmes/ferias-da-minha-vida)

Bem… Eu ainda quero surfar em Bora-Bora, morar numa ilha por um tempo, trabalhar com crianças na África, fotografar o mundo, casar e ter minha própria e ‘verdadeira’ família, ver os Jogos Olímpicos (inclusive os de inverno) e espero que o mundo não acabe em 2012 ou nos próximos 50 anos.