Oi,

E aí, zero leitores, como vão? Espero que menos estressados do que eu.

Olha, a sobrecarga do dia a dia é realmente algo que complica a vida de alguém que não deseja ser meramente medíocre. São tantas coisas que abrimos mão… E como é que saberemos se valeu apena se ainda não chegamos lá?

Indo direto ao ponto, o problema é que chega um dia ou outro que você realmente fica chateada, sabe? Quando você vê seus amigos como se estes não fossem mais seus amigos, e tudo porque você realmente não tem mais tempo. É uma via de mão dupla, eu sei: eles não te procuram, e você não os procura. E assim os dias vão indo. Não vale a pena procurar ou apontar culpas. Não interessa quem se afastou, quantas vezes você correu atrás, ou tentou se fazer presente. O que fode é o maldito crocodilo não é Peter?

Às vezes o problema não vem ao meio-dia da sua vida, vem à meia-noite, pra você ver…, Sabino.

apertado

27/08/2010

É tão esquisito quando uma tristeza vem do nada…

Na balança está tudo bem, há um superávit de coisas boas. Mas as coisas que estão me incomodando, incomoda muito a gente (= eu!).

na trilha da…

06/07/2010

Não gosto de ser casa de tempestades.

Tenho certeza que quando foram desenhar o mapa do meu destino, pensaram: vamos montar uma história de cinema; só lamento a escolha do gênero. É drama, e não é só no sentido de “dificuldades”, mas principalmente no grego: não tenho finais felizes.

Uma das tramas seria mais ou menos assim…

Por que você está tão triste
Com lágrimas nos olhos
Venha ficar comigo agora
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pedido do dia…

06/07/2010

Se eu pudesse, desejaria que acalmassem meu coração.

ai!

06/07/2010

Sabe a “receitinha” de que: quando você tem uma dor pra ela passar é só provocar uma pior em outro lugar?!
Pois é,  serve pra tudo!

esse blog e eu

23/06/2010

Quando era criança, lá pelos 10 anos, descobri o prazer de escrever. Percebi como redigir textos me dava prazer ao mesmo tempo em que me aliviava. Foi pensando em retirar ou diminuir certos pesos que criei esse espaço; inconscientemente, talvez, motivado por essa sensação de paz que juntar letras me proporciona.

Queria verificar se, com as novidades e mentiras-verdades que me cercaram no começo do ano, eu era eu, se esse eu construído ao longo dos anos ainda seria válido; por isso o road, o map – com e sem of – e o me. Não pensei essa ‘validade’ em termos de gosto, caráter ou capacidade; a visão que tinha de mim fora abalada, mas eu não achei, nem por um minuto, que iria dar um giro de 180º e inverter meus valores. Pensei essa validade de forma ainda mais subjetiva: seria um indvíduo construído com mentiras que influenciaram de fato sua formação, “verdadeiro”? Eu “existo”, sou “concreto”, mas sou de “verdade”? De certa forma, pensando apenas racionalmente, talvez – não posso afirmar – fosse possível desconstruir esse pensamento, mas emocionalmente é extremamente complicado, pelo menos tem sido pra mim. Às vezes me pego pensando: “olha, não é mais assim – você de fato não pertence”…

Fazer o quê? Inclino o lábio um pouco pro lado, num quase sorriso amarelo, e com o olhar diferente para não dizer com mais um ponto de desesperança.

Tinta borrada…

20/03/2010

Sempre achei que os choros mais doloridos são os que você sufoca todos os sons e aqueles que doem tão dentro de você que te dão vontade de vomitar. Claro que ambos podem se encontrar ou se isolar.

Isolar!

Cara, definitivamente essa tem sido a minha palavra. Não sei até que ponto EU tenho me isolado, já que vez ou outra o telefone dos meus “amigos” toca com o meu número, ou sua caixa de e-mails recebe um “abraço” e um “como vai”… Ou se foram eles que se isolaram de mim… De qualquer maneira, talvez, esse seja o menor dos meus problemas. Com ou sem eles eu estaria da mesma maneira… Tão aos pedaços… E é tão inútil porque na realidade a resposta pra esse agora não vai estar num blog. Tudo bem que a princípio era esta a intenção: redescobrir-me, recomeçar, ultrapassar alguma barreira inconsciente, vai saber?! Ter uma resposta.

Sempre disse e ouvi dizer que brincadeiras guardam um fundo de verdade. E é sempre bom conhecê-la, certo? Mas e depois que a gente descobre a verdade sobre a nossa vida, a gente faz o quê?

Ao longo dos anos fui sabendo de coisas que simplesmente nunca foram “reais”, mas tinham sido transmitidas como tal.

Em instantes como os últimos 40 minutos, eu choro e nem assim descanso. Julgo-me por achar que eu não deveria me sentir assim, estou num quarto só meu, com televisão, DVD, PC, ar, cama, lençóis e travesseiros, filmes, livros, câmeras fotográficas, roupas, sapatos, CD’s, violões e outros instrumentos… E há amor. E amo.

Mas por que então?
Será que esse fator sempre terá tanto peso?

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imagem: http://speedking.deviantart.com/art/Mother-3-Lucas-72342992

mute-dão

14/02/2010

Sábado de carnaval, sozinho em casa e sem muita coisa pra fazer. Melhor dizendo, sem muita coisa que quero ou gostaria de fazer.

Meu dia de hoje poderia ter diversos títulos, inclusive vários ditados populares…

1) Bom dia, nuvem do dia.
Que gay, eu sei. Amanheceu assim: fresquinho. O famoso meio-termo. Nem muito ao céu, nem muito ao inferno; nem 8, nem 80. E chega. Já deu pra entender.
Fiquei morgando na cama, contando as elevações de tinta no teto do meu quarto, o que requer muita atenção e uma visão minimamente razoável – o que eu, na minha dificuldade de ver a distância, não possuo mais; é a idade.

2) Antes só do que mal acompanhado.
Sei que muita gente não gosta de fazer nada sozinho, eu também não. Mas em certas ocasiões, pessoas são extremamente cansativas. Fazia tempo que estar perto de terceiros não me dava alergia.

3) Os últimos serão os primeiros em: Um viva ao falso moralismo.
Pergunto-me, sempre que essa frase vem a minha cabeça, se o inverso também seria válido, ou seja, se os primeiros serão os últimos. Pela lógica… Enfim.
O ditado (parábola, provérbio, ou seja lá o que for isso…) é apenas para ilustrar como furar a fila do cinema a partir do convite de funcionários pode despertar o “ódio mortal” de todos que estão esperando para comprar ingresso há 5, 10, 15 ou 20 minutos (meu caso). Obs.: meu caso só no tocante a espera, a “furada especial” não me abalou emocionalmente, continuando…
Estava eu lá, na minha pose blasé, ignorando o resto dos mortais a minha volta – mais próximos do que eu gostaria – quando não mais que de repente uma moça bonitinha (não se aplica aqui à idéia de que bonitinho é um feio arrumado pois a moça estava de farda e tá pra nascer farda bonita) chama o senhor que estava na minha frente para ser atendido.
Posição do indivíduo na fila: 20 atrás do primeiro, mais de 50 a frente do último.
Enquanto tentava abstrair a inutilidade da ação e reações adversas, foi inevitável o pensamento – claro, eu tenho que refletir até sobre o ridículo do cotidiano: Tanta confusão porque uma pessoa passou na frente. Ok. Não é legal, fato. Mas xingar? Gastar 5 minutos falando mal? Que desperdício de energia. Quanto falso moralismo. Todo “cristão” já deu uma furadinha, já jogou lixinho na rua, já esqueceu de dar descarga e outras gafes relativas à ética do convívio social ou simplesmente a boa e velha educação. Moral da história? Bem… Paciência nunca é demais. Quem se estressa tem trabalho em dobro. Pessoas fazem em um copo d’água uma tempestade, e da tempestade apenas uma ameaça de garoa numa manhã de domingo. A dúvida se o primeiro foi ou será o último continua sem resposta, não cacei o moço para saber sua posição after consumo do ticket.

4) Mas vale um pássaro na mão do que dois voando.
Isso é referente ao filme que assisti. Percy no cinema é quase tão ruim quanto Crepúsculo. Eu estava tão satisfeita só com o divertido livro do Rick. Mas lá fui eu me arrepender.

5) …
Enquanto escrevo, penso em um ditado que se encaixe. Mas acho que não vou achar.
Depois de apreciar a cidade vazia e concentrada – as pessoas não estão espalhadas, parecem um “foco” -, cheguei em casa e a maledita sensação que foi um dos fatores impulsionadores desse blog estava aqui novamente. Um vazio, uma falta de sentido, uma inércia. Sei que, em parte, é insatisfação comigo mesmo, porém não consigo identificar de onde esta desgramada tão pesada está vindo.
Desejo de massagem nas costas.
Vontade de sorvete de flocos ou tapioca – inédito.
Quero um sapato com asas.